Causas e tratamentos para corrimento na gestação

Como a gravidez é um período de muitas mudanças é comum às futuras mamães ficarem preocupadas com o aparecimento do corrimento vaginal.

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Mas, o que toda mulher deve saber é que é normal apresentar uma secreção fisiológica na vagina, que é natural do organismo e não causa nenhum problema de saúde. Na gestação muitas vezes essa secreção pode ficar ainda mais abundante, devido às alterações hormonais. O importante é que essa secreção não tenha odor desagradável, nem cause desconforto, como ardência, dor pélvica ou coceira. Se além da secreção, a gestante apresentar algum sintoma, pode ser que esteja com corrimento, que é um processo patológico, por infecção por algum agente como bactérias, fungos ou protozoários. Porém, o que diferencia uma secreção de um corrimento são certas características como cor, cheiro e consistência do muco, além do que, o corrimento deve ser tratado o quanto antes para evitar complicações para a mãe e para o bebê, já a secreção não necessita de qualquer intervenção médica.

“Ao chegar ao consultório avaliamos a descrição da gestante e através do exame ginecológico ou de laboratório é possível diagnosticar a causa do corrimento”, explica Dra Erica Mantelli, ginecologista e obstetra, pós-graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP).

A secreção considerada natural tende a ser branca, transparente e gelatinosa, semelhante ao que a mulher apresentava antes da gestação. “Durante a gravidez o que pode acontecer, por causa das alterações hormonais, é a grávida notar aumento na quantidade dessa secreção. Porém, ela não indica nenhum perigo para a mãe e nem para o bebê e também não é preciso ter um cuidado específico, além da higiene básica”, tranquiliza a ginecologista.

Já se esse mesmo tipo de corrimento vier acompanhado por coceira ou outros sintomas o diagnóstico passa a ser diferente. “A candidíase é um fungo que causa essa reação e deve ser tratada com medicamento ou cremes vaginais”, alerta a ginecologista.

Mas, não é só a coceira um indício de infecção. Existem outras situações que merecem uma consulta. “Um tipo de corrimento comum na gestação é o amarelado, que é grosso e tem um cheiro forte. Ele indica infecção, como a gonorreia, por exemplo. Neste caso, o tratamento deve ter início imediato, pois pode prejudicar o bebê levando ao parto prematuro ou até infecções após o nascimento”, explica a Dra Erica.

O corrimento, quando esverdeado, também tem relação com infecções, a mais diagnosticada é a tricomoníase. Em muitas situações o tratamento é feito com o uso de antibióticos, receitados pelo especialista.

Já quando o líquido vaginal for marrom o quadro normalmente pode ser mais grave. Se no começo da gravidez ele indica tanto uma infecção vaginal quanto um indício de aborto. Já próximo ao parto a suspeita é de que o tampão mucoso tenha se soltado e a mulher esteja no começo do trabalho de parto. Sendo assim ela deve, procurar pelo seu médico o quanto antes, para saber quais cuidados ter. 

 

Fique atenta para prevenir o corrimento

O primeiro tratamento, especialmente na gravidez, deve ser a prevenção. Para isso, a Dra Erica aconselha usar roupas e calcinhas leves, de tecidos naturais, como o algodão, para assim manter a ventilação da região genital. É fundamental ainda ter uma boa higiene íntima diária e evitar produtos com fragrância, como hidratantes e perfumes íntimos.

A dieta também pode ajudar a combater corrimentos de repetição, e por isso o acompanhamento nutricional é importante. “Mas se mesmo assim notar qualquer alteração não espere em buscar uma avaliação médica”, finaliza a ginecologista e obstetra.

 

Fonte – Erica Mantelli, ginecologista e obstetra, pós-graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP).

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