Especialista explica como proteger a região íntima de micro-organismos

 

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Você sabe como é feita a proteção da sua região íntima? De acordo com Erica Mantelli ginecologista, obstetra e especialista em sexologia, de São Paulo (SP), esse processo é realizado por bactérias do grupo Lactobacillus Casei, que juntos formam a chamada flora vaginal. Esses lactobacilos possuem a função de converter a lactose e outros açúcares simples presentes na região em ácido láctico. “Com a ação desses lactobacilos o pH vaginal (medida do nível de acidez) da região fica ácido, impedindo que fungos e bactérias se proliferem, já que esses micro-organismos não conseguem sobreviver à acidez. Porém, os lactobacilos sozinhos não conseguem proteger totalmente a vagina, e por isso faz-se necessária uma boa higiene adicional”, explica. Veja abaixo dicas da especialista para realizar a higiene da região íntima de forma correta e evitar os erros mais comuns que prejudicam a sua saúde.

  1. Sabonete | Os sabonetes alcalinos interferem no pH vaginal, por isso o ideal é investir nos produtos próprios para a região íntima. Eles não devem ser usados a toda hora, pois, acabam prejudicando a flora vaginal e não devem ser aplicados diretamente na região íntima, mas em pequenas quantidades misturadas a água.
  1. Duchas vaginais | A pressão com que a água sai não deve ser apontada diretamente para a vagina, o ideal é utilizar um bidê ou bacia para se lavar, porém, se não for possível, a melhor opção é utilizar a ducha sem nunca apontar diretamente para a região íntima ou introduzir na vagina. Isso porque esse hábito pode eliminar a proteção natural e facilitar a proliferação de micro-organismos nocivos.
  1. Lenços umedecidos | Os lenços devem apenas ser utilizados em casos de necessidade, quando está fora de casa, e por poucas vezes por dia, pois, quando usados em excesso podem provocar secura na vagina e irritações, eliminando a lubrificação natural local.
  1. Calcinha sintética| A roupa íntima composta por materiais sintéticos dificulta a transpiração da pele e aumenta o acúmulo de suor, o que potencializa o surgimento de doenças como candidíase ou infecções vaginais. A melhor opção é a calcinha de algodão que deve ser trocada diariamente, ou até algumas vezes por dia.
  1. Depilação | Depilar-se quase que totalmente ou passar lâmina de depilar mais de três vezes por semana também não é aconselhável, já que prejudica a saúde íntima. A depilação quase total favorece o crescimento de micro-organismos e causa maior corrimento vaginal, o que facilita o aparecimento de doenças. Além disso, a depilação com lâminas ou produtos para depilação destroem a camada protetora da pele e elimina a sua lubrificação natural.

 

Fonte: Pense Leve 

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