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O sistema urinário é composto pelos rins, ureter (canal que leva a urina dos rins até a bexiga), bexiga e uretra (canal que conduz a urina da bexiga para fora do corpo). Para o adequado funcionamento do sistema urinário a uretra e a bexiga precisam atuar de maneira coordenada. Na fase de enchimento, ocorre relaxamento da musculatura da bexiga e contração da uretra, para evitar vazamento da urina. Já na hora da micção acontece o oposto, a bexiga se contrai e a uretra fica relaxada, liberando a urina armazenada, explica a ginecologista e obstetra Erica Mantelli (CRM-124.315).

O sistema nervoso central controla o funcionamento do sistema urinário. Assim que a bexiga enche, envia um sinal para o cérebro, que manda a mensagem ao organismo dando vontade de urinar.

Esse sistema, no entanto, pode não funcionar assim corretamente. Um dos problemas que atrapalham esse mecanismo é a incontinência urinária, ou seja, a perda involuntária de urina. “Dez milhões de brasileiros ou 5% da população sofre com este problema”, diz a médica. A incontinência urinária é duas vezes mais frequente nas mulheres. Segundo a Dra Erica Mantelli, isso acontece porque a uretra feminina é menor e há grande chance de lesão muscular durante a gestação e parto.

A incontinência é classificada em diferentes tipos, sendo que os mais comuns são:

Transitória: costuma ter uma causa reversível, como infecção urinária, constipação intestinal, medicação, desordens psicológicas e outras doenças.

Persistente: a mais comum é a de esforço ou estresse, quando há um aumento da pressão intra-abdominal, levando a perda urinária após esforços como tossir, rir, espirrar ou correr; a urge-incontinência (também conhecida por bexiga hiperativa), quando ocorre contração involuntária do músculo da bexiga e a pessoa não consegue segurar a vontade de urinar; a incontinência por transbordamento, na qual a bexiga enche em excesso e pequenas quantidades de urina vazam sem motivo; e a incontinência mista, quando há uma combinação desses tipos.

Assim que a mulher identificar que está perdendo urina involuntariamente ou que sua frequência de micções está muito aumentada, deve procurar seu ginecologista imediatamente. Através de exame físico no consultório e estudos do aparelho urinário, o médico irá diagnosticar qual o tipo de incontinência e suas causas. O diagnóstico precoce permite o tratamento adequado o quanto antes, para inibir esse desconforto e prevenir a progressão desta enfermidade.

Como tratar o problema?

Isso depende do tipo e das causas da incontinência urinária. Porém, a médica Erica Mantelli explica que medidas gerais já podem atenuar o problema, como perder peso, realizar atividade física regular, diminuir o consumo de cafeína e bebidas alcoólicas, parar de fumar para diminuir a tosse crônica e tratar a constipação. Já o alívio dos sintomas que provocam, inclusive, muito constrangimento, pode ser obtido com as orientações médicas:

  • Indicação de medicamentos específicos.
  • Fisioterapia de exercícios para o assoalho pélvico, chamados de Exercícios de Kegel (pode melhorar até 75% dos sintomas).
  • Uso de cones vaginais com pesos diferentes.
  • Técnicas com a utilização de eletroestimuladores.
  • Técnicas que injetam colágeno ao redor da uretra e/ou cirurgias para corrigir o problema específico.

 

Outro tipo de problema no sistema urinário

A infecção urinária é a infecção bacteriana mais comum no ser humano, principalmente entre as mulheres dos 20 aos 40 anos e nas grávidas. Os homens também têm o problema, porém mais na primeira infância e depois dos 55 anos, sobretudo por distúrbios na próstata. Vai depender do local em que os agentes invasores se instalam para determinar o tipo de infecção: uretrite (infecção da uretra), cistite (infecção do trato urinário baixo) ou pielonefrite (infecção urinária alta, que atinge os rins). “Beber água é essencial para prevenir inflamações e infecções. A hidratação ajuda a manter o aparelho com fluxo de urina normal e saudável. O ideal é ingerir no mínimo 2 litros de água por dia”, alerta a médica.

Os sintomas podem variar dependendo do tipo de infecção, sendo que os principais sintomas são dor, ardor ao urinar, urgência miccional, aumento da frequência urinária. Em casos mais severos pode ocorrer eliminação de urina com sague, dor lombar e febre, relata a médica.

É fundamental a avaliação do especialista para afastar outras doenças que causam queimação ao urinar e dor pélvica, como nas vulvovaginites por exemplo.

São praticamente dois exames que detectam a origem do problema urinário. O primeiro é um teste de urina tipo 1, que fica pronto no mesmo dia e detecta o número de leucócitos (células de defesa) na urina. “Se houver quantidade excessiva indica alguma bactéria no sistema urinário que está causando infecção”, afirma Dra Erica. Já o outro exame é a urocultura, em que as bactérias da urina são cultivadas durante alguns dias para identificar o agente causador e, a partir do resultado, indicar qual antibiótico é mais eficaz para eliminá-las.

A infecção urinária baixa geralmente é tratada com antibióticos específicos e remédio para dor, não sendo necessária a internação. Porém, quando os sintomas são ignorados e a mulher não procura ajuda médica, essa infecção pode se agravar e se estender aos rins. Nesse caso, o tratamento requer internação e antibióticos intravenosos, pois se a infecção não for controlada pode causar sepse (infecção generalizada).

Nunca subestime os sinais que seu organismo envia indicando que algo não está bem. Jamais ache que aquele remédio que sua mãe ou irmã usou servirá para você, pois ao invés de melhorar você estará agravando seu quadro e correndo riscos desnecessários.

Lembre-se : medicamentos apenas sob orientação médica! Cuide da sua saúde para que você fique sempre bonita por dentro e por fora!

Fonte- Ginecologista e obstetra Erica Mantelli (CRM-124.315)

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