Com o nascimento do bebê, muitas mamães ficam preocupadas com o sexo e os métodos contraceptivos após o parto. Apesar de a amamentação ser um contraceptivo natural da mulher e impedir a ovulação, na prática essa teoria pode dar errado se você não se cuidar.  Apesar do conhecimento comum apontar que nos seis primeiros meses depois do parto, a mulher que amamenta regularmente por livre demanda e que não voltou a menstruar desde o parto ainda não ovule, um estudo publicado na revista científica “Obstetrics & Gynecology”, afirma o contrário. De acordo com a pesquisa,  uma nova gravidez pode ocorrer com apenas três semanas após o parto.

Alguns contraceptivos são mais indicados que outros, principalmente após a cesárea

 

“A amamentação pode inibir a ovulação se ela é feita diversas vezes durante o dia, aproximadamente seis vezes. Caso ao contrário, a mulher corre o risco de ovular”, afirma a Ginecologista e Obstetra Dra. Erica Mantelli (CRM-SP: 124.315), pós–graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP). Se a mulher tem dificuldade para amamentar esse risco dobra, sendo necessário fazer o uso de contraceptivos para prevenir uma nova gestação. “A ovulação no organismo da mulher costuma normalizar a partir da sexta semana pós-parto”, diz a médica.

Existem diversos métodos contraceptivos que as mamães podem usar. “Quem opta pela pílula precisa ter disciplina para não se esquecer de tomar o medicamento no horário correto para garantir a sua eficácia”, alerta a Dra. Erica. Se você tem dificuldade em se lembrar do medicamento, fique calma. Ainda existem outras opções, entre as mais requisitadas pelas mulheres no pós-parto é o DIU.

DIU
Os dispositivos intra-uterinos (DIU) são um dos métodos mais confiáveis comparando com o preservativo e a pílula. “O Diu é um instrumento em forma de T que é colocado dentro do útero que ajuda a impedir a passagem dos espermatozoides para as tubas uterinas”, esclarece a ginecologista. Ele pode ser utilizado por mulheres que amamentam e após o parto. “A mulher pode procurar o seu ginecologista e colocar o DIU após 60 dias do parto normal ou cesária. Além disso, esse método não interfere na amamentação como muitas pensam”, alerta a especialista.

A mulher pode permanecer com o DIU por até 10 anos. Enquanto utilizar esse método é recomendado que ela consulte o ginecologista com maior frequência. Ao todo existem dois tipos de DIU: Diu sem hormônio que é revestido de cobre e tem duração de três a dez anos e DIU com hormônio que libera doses de progesterona durando até cinco anos. “Somente o ginecologista pode indicar qual DIU é o mais indicado para a mulher. A escolha do DIU dependerá das condições de saúde da mulher. Após uma avaliação médica e uma conversa com a paciente o médico pode decidir qual dos dois tipos de DIU é o melhor para cada caso”, conclui a Dra.Erica Mantelli.

Adesivo e anel vaginal
Os dois soltam hormônios diretamente na corrente sanguínea, diminuindo as reações adversas da absorção pelo fígado. Por combinarem estrógeno e progesterona, só devem ser utilizados, segundo recomendações médicas, cerca de seis meses depois do parto.

Contraceptivos orais de progesterona
As pílulas feitas apenas com progesterona podem ser usadas durante a amamentação sem nenhum problema e são seguras para a mãe e o bebê.

 

Fonte: Folha da Manhã

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