Desconforto no pé da barriga é um dos motivos que mais leva mulheres ao ginecologista

 

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Foto: Reprodução

 

 

A dor pélvica é uma queixa bastante comum entre as mulheres e pode ter relação com doenças ginecológicas ou não. “Esse desconforto é sentido no ‘pé da barriga’. A pelve da mulher é formada por endométrio, tubas uterinas, ovários, útero, colo uterino, vagina, vulva, além de outros órgãos que ficam nessa região entre o abdômen e o quadril”, explica Erica Mantelli, ginecologista e obstetra, pós-graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Devido a grande possibilidade de patologias relacionada a apenas um sintoma é comum a paciente ter dúvidas sobre o assunto. Por isso, abaixo a ginecologista e obstetra esclarece os principais mitos e verdades sobre a dor pélvica:

 

A dor pélvica pode se tornar crônica?

Verdade. “Se o desconforto persistir por no mínimo seis meses tem fortes chances de se tornar crônica, seja a causa ginecológica ou não”, diz a Dra Erica.

 

Toda dor pélvica é doença ginecológica?

Mito. “Existem outras patologias relacionadas a esse desconforto, como a síndrome do cólon irritável, a cistite intersticial, hérnias, problemas na articulação lombar. Porém, o comum é a mulher primeiro procurar o ginecologista e caso a dor tenha outra causa então deve-se buscar um especialista diferente”, explica.

 

Mioma causa dor pélvica?

Verdade. “Apesar de o mioma nem sempre vir seguido de sintomas, quando esses aparecem um deles é a dor pélvica, associada ao aumento do fluxo menstrual, infertilidade e aumento abdominal”, alerta.

 

Grávida pode ter dor pélvica?

Verdade. “Durante a gestação a dor pélvica é bastante comum devido à produção do hormônio chamado relaxina que deixa os ligamentos e articulações da pelve mais elásticos para o nascimento do bebê. Mas a condição física da grávida também pode levar a essa dor, devido à pressão dos órgãos e músculos”, explica a ginecologista.

 

A dor pélvica, sozinha, já é um sinal de patologia?

Mito. “A análise sempre é feita com ela associada a outros desconfortos, como dor durante a relação sexual, próxima ao período menstrual, corrimento, febre, ardência ao urinar. É importante reforçar que se a dor vier repentina e forte deve-se procurar um atendimento emergência, senão uma consulta de rotina é o suficiente para lidar com o problema”, aconselha a Dra Erica.

 

Nem sempre o diagnóstico é simples?

Verdade. “Devido a gama de patologias relacionada à dor a paciente passa por uma avaliação clínica e solicitamos exames complementares, como de sangue, urina e a ultrassonografia. Mas com um acompanhamento regular a mulher não precisa conviver e nem perder a qualidade de vida por causa desse desconforto”, finaliza.

 

Fonte – Erica Mantelli, ginecologista e obstetra, pós-graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP).

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