Com a chegada de mais um membro na família é comum à mulher voltar toda a sua atenção para o filho e acabar esquecendo de si própria. Mas é preciso encontrar um tempo para os cuidados do período chamado puerpério, que são aqueles dias após o parto.

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Foto: Jornal de Jundiaí

 

“A mulher, assim como fez durante toda a gestação, deve continuar o acompanhamento ginecológica ao menos por mais 40 dias”, pontua a ginecologista e obstetra Erica Mantelli. Ela explica que após o nascimento do bebê a mãe deve retornar ao ginecologista entre sete a 15 dias. “A primeira consulta pós-parto avalia a cicatrização dos pontos, caso o parto tenha sido cesárea ou se houve a necessidade de sutura vaginal após parto normal.”

“Observamos também a recuperação do útero, se o sangramento vaginal está diminuindo e como está a produção de leite. Ainda na consulta é possível notar sinais de depressão pós-parto que podem durar por alguns dias e geralmente não precisam ser tratados com medicamentos quando os sintomas são leves. Além é claro, de durante a consulta, esclarecer qualquer dúvida que a mãe tenha sobre essa nova fase de vida”, diz.

A ginecologista ressalta ainda que o útero precisa de mais ou menos um mês para voltar ao que era antes, por isso, nessa fase, acontece à secreção que começa com um sangramento que vai diminuindo aos poucos. A mulher também pode sentir cólicas que se intensificam durante a amamentação.

A segunda consulta geralmente é indicada depois do período de resguardo, que são os 40 dias após o nascimento do bebê. “Conversamos com o casal sobre a escolha de um método contraceptivo, já que o recomendado é que a próxima gravidez, caso a família queira, aconteça somente depois de 18 meses do nascimento do último filho”.

Ao retornar a vida sexual, a ginecologista explica que a mulher pode sentir secura vaginal e desconforto durante o sexo, mas essa condição é passageira. Mas, além das consultas já agendadas, a paciente deve procurar um especialista o quanto antes em caso de sangramento volumoso, secreção com cheiro forte, febre e dor na pelve. Esses sinais podem ser indicativo de uma infecção.

“Se a mama ficar muito dolorida, cheia de leite e avermelhada pode ser indício de empedramento de leite ou mastite, uma inflamação que também precisa ser tratada”, alerta.

 

Fonte: Jornal de Jundiaí

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