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Dor durante a relação sexual, infertilidade, cólicas, hemorragias, falta de menstruação e mau cheiro na vagina são sinais de alerta que o seu útero emite para dizer que algo não está indo bem. Esse pedido de socorro não deve ser ignorado, pois esses sintomas podem se agravar e causar doenças que podem comprometer o sonho da mulher de um dia se tornar mãe. “A mulher pode observar que está com problema no útero ao notar hemorragias após o contato íntimo, cólicas intensas ou dor ao evacuar”, explica ginecologista e obstetra Dra. Erica Mantelli (CRM 124.315), que também alerta para a importância da mulher manter os exames em dia.

A maioria das doenças que acometem o útero pode ser identificada por meio de exames. “Exames como papanicolaou e ultrassom transvaginal servem para avaliar a saúde do útero e também para diagnosticar doenças como miomas, pólipos, endometriose ou câncer no colo do útero”, afirma a ginecologista.
O útero é um órgão com funções reprodutivas e também é o primeiro “lar” do bebê e, por esse e outros motivos, merece uma atenção especial. Esse órgão é composto pelo colo e o corpo uterino. “O colo é a região mais próximo da vagina e o corpo é composto de três paredes: anterior, posterior e fúndica, entre as outras duas. Essa parede é formada por uma camada de massa muscular chamada de miométrio e a camada interna de endométrio”, revela Mantelli.

Preste atenção no seu corpo

Para você entender como essas doenças surgem no útero e como diagnosticá-las, a ginecologista Dra. Erica Mantelli explica como reconhecer cada uma delas:

Mioma

São tumores benignos que podem ser tratados com medicamentos ou extraídos cirurgicamente. “Uma em cada cinco mulheres pode ter miomas durante a idade fértil e a sua causa ainda é desconhecida, porém, seu crescimento está associado ao hormônio estrogênio”, comenta a médica.

Ciclos menstruais mais longos que o normal, necessidade de urinar com mais frequência, cólica intensa e dor durante a relação sexual são alguns dos sintomas do mioma. “Geralmente o diagnóstico é confirmado através da ultrassonografia pélvica ou transvaginal. Existem 3 tipos de miomas, que são classificados de acordo com sua localização: intra-mural (dentro da camada muscular do útero), submucoso (dentro da cavidade uterina) e subseroso (lado externo do útero). O tratamento depende do tipo do mioma, da sua localização, do seu tamanho, e da repercussão clínica que este mioma está causando na mulher” , ressalta a ginecologista.

Endometriose

A camada interna do útero, conhecida como endométrio, possui células que descamam junto com o sangue durante a menstruação. “A endometriose é uma doença inflamatória provocada por células do endométrio que, em vez de serem expelidas, elas migram para os ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar”, diz Dra. Erica.

O quadro clínico é composto  principalmente  por cólica menstrual intensa, dor pélvica, dor durante a relação sexual e infertilidade.

Infelizmente a endometriose ainda é uma doença subdiagnosticada, e a maioria das mulheres descobrem sofrer desta patologia após 25 – 30 anos, ou quando sentem dificuldade para engravidar, destaca a ginecologista.
O tratamento para a endometriose pode ser feito por meio de medicamentos ou cirurgia. Cada um deles tem suas especificidades e cabe ao ginecologista avaliar a gravidade da doença em cada caso.

Pólipos Endocervicais

Pequenos tumores que se formam na parede do útero podendo levar a sangramento vaginal fora do período da menstruação, principalmente pós-relação sexual.  “Os pólipos acometem aproximadamente 10% da população feminina, principalmente a partir dos 40 anos. A presença do pólipo pode estar relacionada ao excesso de menstruação e cólicas menstruais fora do período menstrual”,

Os pólipos localizados na parte externa do colo do útero podem ser diagnosticados nos exames preventivos de rotina, e os localizados no canal são diagnosticados e tratados com a histeroscopia.

Câncer de colo de útero

Um dos maiores fatores de risco para o câncer de colo de útero é a infecção pelo vírus HPV, que pode gerar lesões na mucosa da vagina e, caso não seja diagnosticado brevemente, pode evoluir para o câncer. O Início precoce da atividade sexual, a diversidade de parceiros, o fumo e a má higiene íntima podem facilitar a infecção. “A melhor maneira de se prevenir do câncer de colo no útero é fazer exames preventivos como o papanicolau, já que as lesões que precedem o câncer não têm sintomas, sendo identificadas somente por meio do exame”, alerta a ginecologista.

Infelizmente a coleta do Papanicolaou pode ser feita de maneira inadequada e isso gerar um atraso no diagnóstico, porém, o médico ginecologista tem aptidão para conseguir suspeitar de lesão maligna através do seu exame ginecológico no consultório, com  a visualização do colo do útero e exame de toque vaginal.

Está disponível também a vacina contra o HPV que previne a infecção por alguns subtipos de HPV e devem ser administradas em mulheres a partir dos 9 anos de idade.

As mulheres que foram diagnosticadas com a doença podem ser tratadas através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia, radioterapia com quimioterapia ou uma combinação dos três métodos.

Cuide da sua saúde

A mulher deve cuidar do seu corpo como um todo, não apenas dando atenção à sua pele, cabelo e cuidados com excesso de peso, mas cuidar da sua saúde ginecológica é fundamental para uma vida plenamente saudável.

Independente de sentir ou não algum sintoma, a visita ao ginecologista deve ser praticada no mínimo uma vez ao ano, para realizar os exames de prevenção e garantir que nenhuma doença possa prejudicar sua vida.

A consulta ginecológica deve ser completa, com exame ginecológico realizado pelo médico, e não apenas solicitar e ver resultado de exames laboratoriais. “Esse exame deve ser realizado em todas as mulheres com vida sexualmente ativa, pelo menos uma vez ao ano”, recomenda a ginecologista.

 

Fonte – Ginecologista e Obstetra Dra. Erica Mantelli (CRM 124.315)

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