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Os anticoncepcionais são os queridinhos das mulheres há mais de 50 anos. Com a sua evolução, cada vez mais mulheres estão adotando o método para evitar uma gravidez indesejada e garantir outros benefícios que o anticoncepcional proporciona. Para se ter uma ideia da importância do anticoncepcional, a Organização Mundial da Saúde reconheceu que o seu uso reduz as chances de desenvolver câncer de ovário e endométrio, anemia, doenças inflamatórias pélvicas, endometriose e cisto de ovário.

Se você está na dúvida sobre qual anticoncepcional usar, procure um ginecologista e não a sua amiga, pois o método que ela usa pode não ser bom para você e pode ainda causar efeitos colaterais indesejáveis. Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Erica Mantelli (CRM 124.315), o método anticoncepcional não deve ser usado apenas para impedir uma gravidez indesejada, mas também auxiliam no tratamento e prevenção de outras doenças. “Hoje, as mulheres tendem a menstruar dez vezes mais do que antes porque estão optando em adiar a maternidade. Mas, depois de tantos ciclos sucessivos, a maioria delas fica sujeita a desenvolver doenças como endometriose e miomatose uterina (miomas), que estão entre as principais causas de infertilidade feminina”, explica. É nesse momento que o uso da pílula, por exemplo, pode ser recomendada. “O anticoncepcional diminui os riscos desses problemas por bloquear a ovulação, mantendo os níveis de progesterona mais baixos”, completa a ginecologista.

A progesterona e o estrogênio, juntamente com o androgênio, regulam a ovulação, a menstruação e outras funções relacionadas à reprodução. “No caso da pílula, a progesterona fica responsável por interromper a ovulação, e o estrogênio tem a função de controlar o sangramento. A mistura desses hormônios muda de organismo para organismo, o que significa que em algumas mulheres podem ocorrer efeitos colaterais. Por isso, é importante consultar um ginecologista antes de escolher seu método”, afirma Mantelli.

Pílula, DIU, adesivo, tabelinha: qual escolher?

De diversas marcas, tipos e formas de manuseá-los, os anticoncepcionais apresentam a mesma finalidade: evitar que óvulo seja fecundado pelo espermatozoide, ou seja, impedir uma gravidez indesejada. Para que a sua eficácia seja de 99%, é importante escolher o método ideal para o seu corpo. Veja quais são eles:

Pílulas orais

Com uma variedade de dosagens e composições, as pílulas são eficazes e evitam a gravidez quando tomadas de acordo com a orientação médica, sempre nos mesmos horários e fazendo as pausas recomendadas para cada tipo. “As pílulas são combinações de progesterona e estrogênio, que ajudam no controle da menstruação, reduzem as cólicas em até 80% e interrompem a ovulação”, disse Mantelli. A pílula deve ser escolhida de acordo com a idade, doenças prévias, levando em consideração o volume de sangramento, tensão pré-menstrual, tipo de pele, medo de engordar, cólica menstrual e se deseja ou não menstruar.

É importante lembrar que alguns medicamentos interferem com a eficácia do anticoncepcional, como alguns antibióticos, laxantes, antidepressivos e remédios para emagrecer, por isso, sempre que for preciso fazer algum tratamento medicamentoso, converse com seu médico e fale qual o anticoncepcional está usando.

Minipílula

Tem eficácia menor do que a das pílulas comuns por ser composta de progesterona em baixa dose. “A minipílula deve ser tomada diariamente para reduzir e engrossar o muco cervical com o objetivo de impedir que o espermatozoide alcance o óvulo. Além disso, ela diminui o fluxo da menstruação, protege contra o câncer endometrial e de ovário”, alerta a ginecologista. É mais recomendada para mulheres que tiveram filho e ainda estão amamentando, sendo indicado também para aquelas que não podem tomar estrogênio ou que têm risco de doenças tromboembólicas.

Adesivo

Feito com estrogênio sintético e progesterona, o adesivo deve ser aplicado na região posterior do ombro, virilha ou na parte superior da nádega. É retirado a cada sete dias, durante três semanas. Após o uso do terceiro adesivo,  deve ser realizada uma semana de pausa para a menstruação. Antes de adotar o adesivo como método, converse com o seu ginecologista sobre a sua eficácia.

Anel Vaginal

O anel libera os hormônios como estrogênio e progesterona no sangue sendo  bastante eficaz para evitar a concepção. O seu desenho oval e a sua flexibilidade garantem um conforto na região íntima feminina. Ele deve ser inserido pela própria mulher e permanece por 21 dias com interrupção de uma semana para menstruar. O anel não sai e não é sentido durante a relação sexual, desde que esteja inserido corretamente.

Injetáveis

Os injetáveis são recomendados por mulheres que esquecem com facilidade de tomar a pílula e necessita de prescrição médica. Geralmente, a injeção intramuscular é mensal ou trimensal. Apesar de seus benefícios, muitas mulheres se queixam do aumento de peso devido à quantidade hormonal utilizada nas doses, o que favorece a retenção hídrica. Os efeitos colaterais vão depender do tipo do hormônio utilizado, se é estrógeno combinado com progesterona, ou se é apenas com progesterona.

Implante subcutâneo

O implante hormonal é cilíndrico e tem aproximadamente quatro centímetros de comprimento e dois milímetros de espessura. É um implante em plástico, macio e flexível. O implante é colocado por um médico por baixo da pele do braço e aos poucos ele vai liberando doses de hormônios (progesterona) diárias no organismo por vários anos, sendo indicado para mulheres que amamentam ou têm endometriose.

Dispositivo intrauterino (DIU)

Sua eficácia contra a gravidez é de 99,6% e os efeitos colaterais podem ser o aumento do sangramento menstrual, duração da menstruação e cólicas. Não é recomendado para mulheres com anemia severa justamente porque aumenta o fluxo menstrual, e, assim, poderia agravar a doença. “O dispositivo intrauterino é colocado pelo ginecologista dentro do útero da paciente. Embora seja um método seguro, ele não protege o casal das doenças sexualmente transmissíveis”, ressalta Mantelli.

Dispositivo intra-uterino medicado

Existe também o dispositivo intra-uterino medicado, que contém progesterona e pode ser utilizado por até 5 anos consecutivos. Este tipo de DIU medicado não aumenta o sangramento, e a mulher tende a ficar em amenorréia (sem menstruação). Durante alguns meses pode apresentar pequenos sangramentos. É um método muito eficaz contra gravidez e também para tratamento de tensão pré-menstrual, cistos de ovários e endometriose. Como a usuária deste método raramente apresenta sangramento, é indicado também para mulheres com anemia, sangramento intenso e cólicas menstruais.

Preservativos feminino e masculino

São os métodos mais seguros, já que além de evitar a gravidez, também protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids. A camisinha masculina cobre o pênis durante a relação sexual e impede o contato do sêmen com a vagina. O esperma fica retido e os espermatozoides não entram no corpo da mulher. Já a camisinha feminina pode ser colocada até oito horas antes da relação sexual e também é um método de barreira que não deixa com que o espermatozoide entre no corpo feminino.

Tabelinha
A tabelinha é um método que não deve ser usado, já que a sua eficácia é duvidosa. “Mesmo calculando as datas do dia fértil, as chances de engravidar ainda são grandes. Por isso, a tabelinha não é um método seguro e recomendado para quem deseja impedir uma gravidez indesejada, além de também não prevenir a transmissão de doenças”, aconselha Mantelli.

Algumas doenças como hipertensão, diabetes, câncer, trombose, infarto e derrame contra-indicam o uso de anticoncepcionais hormonais, por isso, sempre converse com seu ginecologista para que ele indique o método mais eficaz e seguro para sua saúde.

 

Fonte- Ginecologista e Obstetra Dra. Erica Mantelli (CRM 124.315)

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