A trombofilia é uma condição que propicia o desenvolvimento da trombose, que é a formação ou desenvolvimento de coágulos sanguíneos que pode causar obstrução em alguma veia. Essa situação pode acontecer em qualquer momento da vida, assim como durante a gravidez.

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A paciente pode ter trombofilia por herança genética, nesse caso se classificam no grupo de risco mulheres que já tiveram abortos ou diagnósticos de pré-eclâmpsia em parentes próximos, como mãe ou irmã. Porém a trombofilia também pode ser uma situação adquirida, pelo uso de estrogênios, terapia de reposição hormonal, cirurgias ou até mesmo a gravidez. “Na gestação o organismo tem uma hipercoagulação natural do sangue responsável por encerrar a hemorragia durante o parto com a saída da placenta. Mas, essa mesma condição pode levar a trombofilia”, explica Erica Mantelli, ginecologista e obstetra, pós-graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Devido a essa espessura do sangue na gestação pode haver obstrução da circulação sanguínea para a placenta, reduzindo os nutrientes que o bebê deveria receber. Além de diminuir o crescimento fetal a situação pode resultar no parto prematuro ou no aborto. Mas não é só o bebê que sofre, a mãe pode ter entupimento das veias dos pulmões, coração e cérebro ou desenvolver pré-eclâmpsia que é a pressão alta característica da gestação.

“Nem toda grávida terá sintomas que alertam para a trombofilia, porém algumas relatam inchaço repentino ou pouco crescimento da barriga”, alerta a ginecologista. “A atenção especial deve ser quando a gestante tem pré-eclâmpsia ou é uma gravidez gemelar”, diz.

Para evitar a complicação é importante que a grávida se mantenha hidratada, evite o consumo de drogas e cigarro e mantenha a prática regular de atividade física. “Engordar além do considerado ideal para a gestação também aumenta o risco de trombose”, alerta a Dra Erica.

Caso a mulher tenha histórico pessoal ou familiar para o problema, assim como apareça alguma alteração no exame de trombofilia o pré-natal deve ter um acompanhamento mais de perto, por parte do ginecologista. Se necessário a grávida pode tratar a trombofilia para evitar complicações. “Mesmo sendo considerada uma gravidez de alto risco, com acompanhamento adequado é possível prevenir desfechos desfavoráveis e em até 90% dos casos a mãe e o bebê não vão apresentar complicações”,  diz a ginecologista.

Dependendo das alterações dos exames, o uso de anticoagulante deve ser indicado durante a gravidez, para prevenir possível evento tromboembólico. 

A cesariana não é uma regra, porém é preciso planejar bem a interrupção do uso de anticoagulante antes do parto, para que não aumente o risco de hemorragia. 

 

Fonte – Erica Mantelli, ginecologista e obstetra, pós-graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP).

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